Produto orgânico é o resultado de um sistema de produção agrícola que não utiliza agrotóxico, aditivo químico ou modificantes moleculares em sementes e grãos.

Os alimentos orgânicos devem ser certificados e são produzidos a partir de um sistema produtivo ambientalmente correto, socialmente justo e economicamente viável. Na aparência, o alimento orgânico assemelha-se aos convencionais. A diferença está no modo de produção, que garante um produto de qualidade superior.

Ao adquirir um alimento orgânico certificado, o consumidor tem a garantia de que está levando para casa um alimento isento de resíduos químicos.  Eles são produzidos em sítios ou fazendas certificadas, que seguem normas rígidas que determinam um sistema de produção ambientalmente correto. Estas normas exigem primeiramente que os produtores cumpram a legislação ambiental, proteção de nascentes, proíbe o uso de agrotóxicos e químicos evitando a contaminação do solo e dos recursos hídricos localizados dentro da unidade produtiva.

No Brasil a produção e o consumo vêm aumentando significativamente nos últimos 10 anos e tem o objetivo de atender esta demanda cada vez maior por alimentos que garantam a segurança alimentar, a proteção ao meio ambiente e a dignidade social.

Atualmente encontramos desde cereais, frango, toda linha de laticínios e até mesmo papinhas e comidinhas para bebes, totalmente orgânicos, além de alguns condimentos e outros produtos de mercearia seca.

Os consumidores de produtos orgânicos destacam a diferença de preço e principalmente de qualidade entre os produtos orgânicos e convencionais.

Para estes consumidores, o alimento orgânico significa um meio de prevenir doenças, dessa forma, adquire um valor de garantia e investimento na saúde.  

Os benefícios dos alimentos orgânicos são:

- Possui maior teor de fotoquímicos (substâncias antioxidantes).

- Redução da poluição ambiental – A agricultura convencional não polui somente a própria fazenda e seus trabalhadores. Os agrotóxicos e fertilizantes químicos são levados pela chuva e ventos para regiões vizinhas, como comunidades e corpos d'água.

- Conservação do solo – A produção orgânica emprega práticas que visam conservar a fertilidade dos solos, com a prática de rotação de culturas e adubação verde. As monoculturas têm gerado condições favoráveis à erosão e empobrecimento do solo, com perda de solo e nutrientes.

- Auxilia na prevenção de doenças - Há muitos estudos que relacionam o consumo excessivo de agrotóxicos e outras dessas substâncias com doenças (alguns tipos de câncer, Parkinson, dermatoses, alergias, esterilidade em adultos, doenças neurológicas e respiratórias).

- Redução do efeito-estufa – A produção industrial de agrotóxicos e fertilizantes químicos libera grande quantidade de gás carbônico na atmosfera, acelerando o aquecimento global. Nos cultivos orgânicos, visa-se utilizar a menor quantidade possível de recursos não-renováveis.

- Preservação das águas - Os agrotóxicos utilizados nas plantações atravessam o solo, alcançam os lençóis d'água e poluem rios e lagos. Para evitar essas ameaças, a agricultura somente utiliza água limpa e sem poluentes na irrigação.

- Melhoria da vida no campo – Um dos pilares da agricultura orgânica é a melhoria das condições socioeconômicas das comunidades rurais. Cultivos orgânicos necessitam maior mão-de-obra, gerando emprego e renda aos que vivem longe das cidades. Além disso, com a agricultura orgânica, torna-se possível a sobrevivência dos pequenos e médios negócios agropecuários.

- Promoção do bem-estar animal – Na produção orgânica de animais, o foco é a manutenção do bem-estar animal. Os animais são alimentados somente com produtos orgânicos e mantidos em locais mais espaçosos e menos estressantes, sem a utilização de hormônios artificiais ou antibióticos sintéticos.

Gislaine Donelli – Nutricionista do Empório da Papinha